Não é todo mundo que pode ter como padrinho um dos maiores nomes da história do MMA. Mas o meio-pesado Glover Teixeira tem. Ex-campeão da categoria no UFC e dono de uma cadeira no Hall da Fama do evento, Chuck Liddell não se cansa de elogiar e ajudar o brasileiro, que já considera como parte de sua família.
De passagem por São Paulo, onde acompanhou as gravações da segunda edição do reality show The Ultimate Fighter Brasil, Liddell conversou com o blog em um dos mais renomados hotéis da cidade. Mais uma vez, não poupou bons comentários ao amigo. Para Chuck, Glover já pode pensar em disputar o cinturão dos meio-pesados.
“Ele é da família para mim. É um grande lutador e acho que se ele vencer mais um ou dois top 10 da categoria, vai conseguir disputar o cinturão. Mas ele está pronto para isso. Glover iria muito bem nessa luta, ele bate forte e tenho certeza que ele testaria o Jon Jones. O campeão vai tentar vir para cima, derrubar, mas Glover é perigoso no chão também”, disse.
A história dos dois começou no início dos anos 2000, quando Teixeira foi tentar a vida nos Estados Unidos, ficando no país de forma ilegal. Sua meta não era, necessariamente, fazer carreira como lutador, mas ele aproveitou seu jiu-jítsu para se arriscar nesse caminho.
“Nós nos conhecemos quando ele foi enfrentar meu melhor amigo e acabou perdendo. Então ele veio pedir para treinar conosco. Na época, ele era apenas um cara do jiu-jítsu, não tinha um bom wrestling, seu boxe também, mas era um trabalhador e estava em grande forma. Ele começou a treinar forte, melhorou e melhorou e passou a nocautear as pessoas, seu wrestling também melhorou. Agora ele é muito perigoso.”
Chuck Liddell ainda explicou o quanto ele sofre ao ver Glover lutar, como foi o caso da vitória do brasileiro sobre Quinton Rampage Jackson no mês passado, quando ele foi flagrado fazendo muitas caretas durante o combate. “Como disse, ele é família para mim, então eu sofro mesmo com suas lutas. Eu fico nervoso assistindo. É complicado para mim.” (Confira no vídeo acima)
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