Três dos sete mortos em chacina que aconteceu na noite de sexta (4) na zona sul de São Paulo foram velados e sepultados neste domingo.
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Rapper está entre vítimas de chacina em SP
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O enterro de Laércio da Silva Grima, 33, conhecido como Dj Lah, aconteceu às 14h30 no Cemitério Jesuíta, na avenida João Paulo 2º, no Parque Pirajussara, em Embu das Artes. Um grupo de rap e outro de pagode cantaram músicas em homenagem ao Dj.
Já os sepultamentos de Ricardo Genoino da Silva, 40, e Almando Salgado dos Santos Júnior, 41, aconteceu às 9h30 no Cemitério Jardim da Paz, também em Embu das Artes, na Grande São Paulo.
Segundo o cemitério, os corpos de Edilson Lima Pereira Santos, 27, e de João Batista Pereira de Almeida, 34, também serão enterrados no local. Os sepultamentos estão previstos para acontecer às 17h deste domingo.
Até as 14h50 não havia informação sobre o enterro das outras duas vítimas da chacina, Carlos Alexandre Claudiano da Silva, 27 e Bruno de Cassio Cassiano Souza, 17.
O CRIME
O crime ocorreu por volta das 23h de sexta-feira (4), na rua Reverendo Peixoto da Silva, quando criminosos desceram de três carros e atiraram contra o bar onde estavam as vítimas.
Segundo vizinhos, uma das vítimas era o homem que filmou, em novembro do ano passado cinco policiais prendendo e atirando em um servente de pedreiro que já estava rendido e desarmado. A informação chegou a ser confirmada por PMs e pelo delegado-geral da Polícia Civil, Maurício Blazeck.
No fim da tarde, Blazeck disse que a vítima se passava pelo autor do vídeo, embora não ficou confirmado, através dos depoimentos, que realmente fosse ele. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que não há indícios de que essa pessoa esteja entre os mortos. A chacina ocorreu a cerca de 20 metros de onde o vídeo foi gravado.
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De acordo com testemunhas, assim que desceram do veículo, os assassinos gritaram "polícia" e começaram a atirar. Quando a PM chegou, os atiradores já tinham fugido e as vítimas que sobreviveram haviam sido socorridas a hospitais da região.
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse neste sábado que nenhuma hipótese será descartada durante a investigação do crime. "Tudo vai ser investigado com profundidade, rigor, até prender os criminosos. E a polícia já está trabalhando com vários indícios desde a madrugada", disse ele.
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