Nas pirâmides do Egito, o desespero dos vendedores pode ser um pouco assustador para alguns turistas.
Rapazes cercam qualquer carro com estrangeiros antes que eles se aproximem mais da "Maravilha do Mundo" de 4.500 anos. Eles batem nas portas e nos tetos dos carros, alguns com varas e chicotes que usam para guiar seus camelos, exigindo que os turistas visitem suas lojas, andem em seus camelos ou simplesmente deem dinheiro.
Os vendedores do Egito sempre foram agressivos - mas estão mais desesperados que nunca depois de quase dois anos de devastação da indústria turística, um pilar da economia.
Dezembro, tradicionalmente o começo da alta temporada no Egito, trouxe mais problemas. Muitos estrangeiros deixaram de viajar por causa das cenas, transmitidas pela TV, de protestos e enfrentamentos sobre uma Constituição controversa.
| Khalil Hamra/Associated Press | ||
| Muçulmanos chegam para orações de sexta-feira na mesquita de Al-Azhar, no Cairo |
O número de visitantes em dezembro caiu 40% na comparação com novembro, segundo autoridades aeroportuárias, que pediram sigilo.
Os trabalhadores do setor turístico têm poucas esperanças de que as coisas fiquem melhores agora que a Constituição passou a valer, após um referendo. A luta pelo poder entre o presidente Mohammed Morsi, muçulmano, e a oposição, ameaça eclodir em mais problemas pelas ruas a qualquer momento.
Muitos temem que os islâmicos no poder começarão a fazer mudanças como proibir bebidas alcoólicas ou roupas de banho nas praias. Morsi prometeu ampliar o turismo, mas empresários do setor afirmam que ele ainda precisa explicar seus planos.
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