A partir da próxima segunda-feira (4), os fãs do esporte terão um program a menos na TV aberta. Por causa da reprise de "Betty, a Feia", a RedeTV! decidiu limar da programação o "RedeTV Esporte". Além do programa esportivo, a edição das 18h do infantil "TV Kids" também será sacrificada enquanto perdurar a reapresentação da novela.
A RedeTV! vem promovendo uma série de mudanças em sua grade de programação devido aos baixos índices de audiência.
Na semana passada, anunciou o fim do humorístico "Saturday Night Live", que foi a grande aposta da emissora no ano passado, após a saída do "Pânico na TV", que migrou para a Band.
Segundo o site da emissora, o RedeTV! Esporte vinha sendo apresentado por Gabriela Pasqualin, que já trabalhou no SBT e na Band.
Esta será a terceira vez que a RedeTV! exibe "Betty, a Feia", novelinha colombiana e produção da RCN. No total, a trama tem 169 capítulos e conta a história de Beatriz Pizón (a Betty), uma moça esquisita e aparentemente feia, mas que vai se transformar numa charmosa mulher até o final da história.
Veja a íntegra da nota divulgada internamente na RedeTV!, informando também as afiliadas sobre as mudanças na programação:
"Para: Todos os Departamentos da Rede e Afiliadas Ref.: Betty, a Feia Informamos que nesta segunda feira, dia 04/03/2013, estreia a novela BETTY, A FEIA, às 18:10 horas, antes teremos das 18:00 às 18:10 horas o Programa VÍDEO MANIA, ambos sem break nesta primeira semana de exibição, cancelando TV Kids das 18:00 horas e o Redetv Esporte"
São José da Coroa Grande está localizado ao sul do Estado Pernambucano, a pouco mais de 120 km de sua capital, Recife, faz fronteira com o Estado de Alagoas. É considerado um dos núcleos turísticos mais importantes do Estado onde seus atrativos são suas belas praias e piscinas naturais que formam-se nas marés baixas ao longo de todo o seu litoral, bancos de areia e rochas conhecidas como 'Coroas'. Toda a sua costa está repleta de recifes de coral, forma parte da área de Proteção Ambiental da Costa dos Corais.
HISTORIA SÃO JOSÉ DA COROA GRANDE
Nas suas origens o Município de São José da Coroa Grande esteve habitado pelos índios Caetés, que dedicavam-se a pesca e a agricultura, e era conhecido como Puirassú, 'Coroa Grande'. Encontraram em toda a zona um lugar ideal para instalar-se, com belas praias cheias de recifes de coral, rios e espessa vegetação.
No século XVI toda a zona foi conquistada pelos portugueses, que proporcionaram um período de resplendor em todo o território onde suas principais atividades continuavam sendo a agricultura e a pesca. Posteriormente foi invadido pelos holandeses
A princípios do século XX, ano de 1901, foi fundado o distrito de São José da Coroa Grande, que estava integrado ao município de Barreiros. No ano 1938 era conhecido como Puiraçu e não foi até meados do século XX, ano de 1958, quando estabeleceu-se como município independente, recebendo definitivamente sua atual denominação.
Hoje em dia, além da pesca e da agricultura, sua principal fonte de renda é o turismo, no decorrer de todo o ano o município de São José da Coroa Grande é visitado por milhares de turistas que encontram em sua boa infra-estrutura hoteleira e suas belas praias, de areia fina e águas tranquilas ideais para o banho, o lugar ideal para descansar e praticar seu esporte marítimo favorito.
Graças a estar localizado na encantadora Costa dos Corais, um dos esportes preferidos pelos turistas é o mergulho, uma vez que toda a costa está repleta de recifes de coral cheia de peixes coloridos que é sem dúvida uma das grandes atrações.
PASSEIO TURISTICO SÃO JOSÉ DA COROA GRANDE
Prefeitura Municipal - São José da Coroa Grande - A Administração Municipal de São José da Coroa Grande está localizada na Praça Constantino Gomes.
Igreja Matriz de São José da Coroa Grande - São José da Coroa Grande - A Igreja Matriz de São José da Coroa Grande é a mais importante da cidade. Foi construída no século XIX e está localizada na principal praça da cidade, a Praça Constantino Gomes, ao lado da Administração Municipal. É uma Igreja de estrutura retangular com uma cúpula, duas portas principais, capela-mor e coro, que destaca-se por sua bonita torre campanário de estrutura quadrada situada em um dos lados da fachada principal.
Museu do Una - Várzea do Una - O Museu do Una está localizado na Vila de Várzea do Una, Avenida Beira Rio, a 7 km da capital do município. Tem uma extensão de 600 m2, dos quais 200 m2 são de área construída. Seu interior tem um grande acervo de objetos, mapas, cartas náuticas, animais e artesanatos locais, entre outras coisas, que ensinam um pouco da cultura e da história de toda a região. Foi inaugurado no ano de 2000 e desde o ano 2003 é sede do Instituto do Museu do Una, empresa sem fins lucrativos cuja principal atividade é o estudo e conservação dos patrimônios históricos, artísticos e culturais do município.
Área Estuarina do Rio Una O município de São José da Coroa Grande está situado na área Estuaria do Rio Una, Reserva Biológica e Área de Preservação do Estado de Pernambuco. Umas de suas principais atrações turísticas são os passeios pelos manguezais do Rio Una.
Passeios pelos Manglares del Río Una Os passeios pelos mangues do Rio Una são um grande atrativo para os turistas que visitam São José da Coroa Grande. Existem várias empresas marítimas que fazem os passeios através do leito do rio em barco ou canoas, podendo contemplar a primeira vista a grandiosidade da espessa vegetação cheia de mangues as margens do rio. Suas águas são mais frescas que as do oceano e existe a possibilidade de refrescar-se com agradáveis banhos nas zonas especialmente indicadas por eles.
APA Costa dos Corais APA Costas dos Corais é a Área de Proteção Ambiental de Recifes de Corais, a mais importante unidade de conservação marinha do Brasil e uma das mais importantes do Oceano Atlântico, na que encontra-se integrado o município de São José da Coroa Grande.
PRAIAS SÃO JOSÉ DA COROA GRANDE
Praias As praias do município de São José da Coroa Grande estão localizadas na conhecida costa dos corais. São extensas praias cheias de recifes, onde formam-se as famosas piscinas naturais visitadas por milhares de turistas no decorrer do ano. Um dos principais atrativos de todo o município são as praias de areia fina e águas tranquilas, ideais para o banho e a prática de todo o tipo de esportes náuticos. Uma das mais conhecidas é a Praia da Coroa Grande, principal praia do município, sem esquecer da Praia de Várzea do Una, sede do Circuito Pernambucano de Surf, além de numerosas competições locais.
Praia da Várzea do Una A praia da Várzea do Una é conhecida por suas excelentes ondas e é frequentada pelos amantes do Surf. Um dos seus maiores inconvenientes é seu difícil acesso, por uma pista arenosa entre coqueiros. É sede do Circuito Pernambucano de Surf e de diferentes competições locais.
Praia de Gravatá Praia de areia branca, águas calmas e coqueiros. Seu acesso é feito através dum caminho que parte do povoado de Abreu do Una.
Praia da Coroa Grande É a principal praia do município, seu nome provêm das famosas 'Coroas', formações rochosas que aparecem nas marés baixas formando maravilhosas piscinas naturais. Também destacamos os bancos de areia que formam lagunas de pouca profundidade. Nesta praia são típicos os passeios de jangadas que realizam algumas empresas até as piscinas naturais situadas aproximadamente a 500 metros de suas margens.
O trabalho noturno e a alimentação em horários irregulares se apresentam como perigos reais à saúde, assim como a obesidade, o transtorno metabólico e o diabetes, segundo um artigo publicado nesta quinta-feira na revista Current Biology.
Os pesquisadores, liderados por Shu-qun Shi, do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Vanderbilt (Tennessee), descobriram que a ação da insulina sobe e baixa de acordo com o ritmo circadiano de 24 horas.
"Muitos processos fisiológicos possuem ritmos próprios de dia e noite, incluído o comportamento da alimentação, do metabolismo de lipídios e carboidratos e do sonho", revelou o artigo, que também indicou que estas oscilações diárias controlam o chamado "relógio circadiano" biológico.
O transtorno da sincronia no ritmo circadiano, que é uma das características do trabalho em jornadas noturnas, o desajuste que ocorre durante longas viagens de avião e os transtornos nas horas de sono "podem ter efeitos significativos sobre a regulação do peso corporal e sobre a homeostase de glicose e lipídios", acrescentou o estudo.
Os experimentos feitos com cobaias mostraram que, quando os animais não podem manter uma regularidade, o ciclo circadiano gira em torno de em uma modalidade resistente à insulina e propensa à obesidade.
"Estávamos acostumados a crer que algumas coisas eram tão importantes que deviam ser constantes", comentou Carl Johnson, do Departamento de Fisiologia e Biofísica da universidade citada e um dos idealizadores do estudo.
"Agora, nós sabemos que estes pontos-chaves do metabolismo mudam em função da hora do dia", acrescentou o pesquisador.
As cobaias normais se tornam resistentes à insulina durante o dia quando em geral estão dormindo, da mesma forma que a maioria dos animais sonâmbulos.
Os pesquisadores interferiram nessa regularidade, seja por defeito genético ou pela exposição constante à luz, e fizeram com que os ratos perdessem a noção das horas.
"Desde Claude Bernard, no século XIX, o conceito de homeostase como manutenção de um ambiente interno constante esteve profundamente enraizado em nossa ideia de como funcionam os organismos", descreveram os pesquisadores.
Mas, de acordo com o estudo, este é um conceito errado pela simples razão de que o ambiente do animal segue seu próprio ritmo diário. "A evolução favorece os organismos que possuem uma ótima resposta ao ambiente, e esta é rítmica", apontou Johnson.
Por isso, a ação da insulina e o metabolismo do açúcar no sangue estão vinculados à hora do dia e aos mecanismos internos que levam em conta essas horas.
Isto representa um problema para os humanos que vivem em um ambiente no qual manipulam a luz disponível às horas de provisão de comida abundante.
"As dietas mediterrâneas, nas quais a principal refeição do dia é feita ao meio dia, provavelmente sejam as mais sadias", declarou Johnson, que acrescentou que os jantares devem ser mais leves e que os lanches após o jantar não é tão indicado.
Conheça alguns mitos e verdades sobre diabetes 20 fotos
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Diabetes, na fase inicial, não provoca sintomas. VERDADE: na fase inicial da doença, o único indicativo é mesmo o exame de sangue. "Diferentemente de outras doenças, o diabetes não provoca dor. Até chegar às complicações severas, o paciente pode levar 10, 15 anos", afirma o endocrinologista Felipe Gaia. Por isso, é importante que os pacientes sejam bem orientados pelos médicos, para que não fiquem relapsos com o tratamento.
Podemos acreditar que tudo que a vida nos oferecerá no futuro é repetir o que fizemos ontem e hoje. Mas, se prestarmos atenção, vamos nos dar conta de que nenhum dia é igual a outro. Cada manhã traz uma benção escondida; uma benção que só serve para esse dia e que não se pode guardar nem desaproveitar. Se não usamos este milagre hoje, ele vai se perder. Este milagre está nos detalhes do cotidiano; é preciso viver cada minuto porque ali encontramos a saída de nossas confusões, a alegria de nossos bons momentos, a pista correta para a decisão que tomaremos. Nunca podemos deixar que cada dia pareça igual ao anterior porque todos os dias são diferentes, porque estamos em constante processo de mudança.
Porque os furos, ou alvéolos, ajudam a impulsioná-la. Quando a bola parte em alta velocidade, ela empurra o ar que está à frente, formando várias correntes que freiam seu movimento. Cada alvéolo cria uma turbulência que mantém a corrente principal mais próxima de toda a superfície da bola e não apenas à sua frente. Com isso, aumenta a pressão do ar na parte de trás, dando um impulso maior. No século XIX, quando surgiram as bolas de borracha, percebeu-se que, quanto maior o seu desgaste, maior era a distância que elas atingiam. Os fabricantes passaram, então, a furá-las com martelos pontiagudos. Em 1890, o revestimento foi padronizado e as bolas ficaram parecidas com as atuais, com até 500 alvéolos.
Furinhos de longo alcanceReentrâncias fazem a bola voar mais longe
Nas bolas lisas, a diferença de pressão entre a parte dianteira (que enfrenta o atrito do ar) e a traseira freia o deslocamento.
Os furos, por sua vez, desviam a corrente de ar, aproximando-a de toda a superfície da bola. O desvio na corrente aumenta a pressão na parte traseira da bola, o que ajuda a impulsioná-la.
Um mês após a tragédia na boate Kiss, em Santa Maria (RS), o titular da Delegacia Regional da cidade, Marcelo Mendes Arigony, de 40 anos, diz estar perto de concluir o que considera o "maior inquérito da história” da Polícia Civil gaúcha. Em entrevista ao G1, ele lembra do momento em que entrou na casa noturna e "contou 40 corpos" e da quase ida da filha ao local e fala dos momentos mais marcantes da tragédia.
A investigação, conduzida por Arigony, apura as causas e os possíveis responsáveis pelo incêndio que vitimou 239 pessoas no dia 27 de janeiro. O prazo de envio do inquérito à Justiça se esgota no domingo (3). Mas a polícia não descarta pedir a prorrogação. Ainda não estão prontos os laudos da perícia, que devem comprovar a tese da polícia de que houve homicídio doloso qualificado no caso.
O documento já soma quase 4 mil páginas e o volume pode dobrar. Além do resultado de inúmeras perícias, de papéis e provas apreendidas, nele consta o depoimento de mais de 500 pessoas. São testemunhos de sobreviventes, de bombeiros que participaram do resgate, de autoridades e responsáveis pela fiscalização e concessão de alvarás no município, entre outros envolvidos direta ou indiretamente no caso.
Natural de Santa Maria, Arigony tem envolvimento pessoal na tragédia. A prima dele, Sabrina Mendes, de 18 anos, foi à Kiss naquela noite e não saiu de lá com vida. Por pouco o desastre não passou ainda mais perto da vida do delegado. A filha dele, Ana Luiza, foi convidada a ir para a casa noturna, mas não foi.
Além disso, na quinta-feira anterior à tragédia, a jovem completou 18 anos e a família discutiu se comemoraria na sexta-feira ou no sábado. A opção foi pelo primeiro dia e, após um churrasco na casa de Arigony, ela foi com os amigos na Absinto (cujo proprietário é Mauro Hoffmann, também sócio da Kiss). No dia seguinte, a única opção noturna seria a Kiss.
Por conta da proximidade com os fatos investigados, houve dúvidas sobre a capacidade do delegado de conduzir o inquérito de forma imparcial. Ele chegou a se emocionar quando se dirigia a um grupo de estudantes, que clamavam por justiça em um protesto na porta da Delegacia Regional, na terça-feira seguinte ao incêndio.
O delegado também foi alvo de críticas por postar no Facebook uma foto de um show pirotécnico dentro da Kiss, com a frase “tirem suas próprias conclusões”. A publicação foi retirada da página horas depois. Em entrevista coletiva nos dias seguintes, ele afirmou que seria o primeiro a se declarar impedido de conduzir as investigações sobre a tragédia na Kiss caso assim se sentisse.
Na madrugada do dia 27 de janeiro, Arigony aproveitava os últimos dias de férias quando foi acordado com a notícia do incêndio na Kiss. Preocupou-se imediatamente com a filha, mas se tranquilizou ao falar com ela por telefone e se dirigiu à porta da boate em seguida. Chegou lá por volta das 5h. Desde então, ele diz que dorme de três a cinco horas por dia e não tem mais vida social. Leia trechos da entrevista:
Delegado Arigony (C) conta com a ajuda de dezenas de policiais para investigar incêndio na boate Kiss (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
G1 - Em que pé está a investigação hoje? Qual é o rumo que a polícia está seguindo? Marcelo Arigony - Estamos com 30 dias de inquérito policial, temos quatro pessoas presas por prisão temporária decretada por cinco dias, prorrogada por mais 30. Esse prazo está se escoando e termina no dia 3. Nós temos duas questões a serem investigadas basicamente. São três núcleos, mas com duas questões. A primeira é como isso aconteceu, por que essas pessoas não conseguiram sair de lá e por que morreram. Isto está bem esclarecido. No terceiro dia, nas coletivas que fizemos aqui, apontamos diversas circunstâncias: uma pessoa utilizou um aparato pirotécnico que era para uso externo e ela fez uso interno, e acabou pegando fogo em uma espuma que não deveria estar lá e é inflamável, e que gera um gás altamente tóxico que é o cianeto. Além disso havia muita gente dentro da boate, provavelmente mais do que a lotação que deveria ter, isso ainda não confirmamos, pretendemos confirmar. Os primeiros extintores que foram utilizados não funcionaram. Estamos checando a questão dos extintores. A porta não deu a vazão que deveria dar para que as pessoas saíssem. Talvez precisássemos de portas maiores. Estamos checando isso. A sinalização de emergência foi ineficiente e havia barreiras de ferro que praticamente impossibilitaram que as pessoas saíssem. Esse conjunto de circunstâncias levou à morte daquelas pessoas. Isto está claro para nós. Depende ainda das perícias. Nenhum laudo ainda chegou, mas os laudos vão chegar e coroar o que dissemos. A questão do momento é a dos alvarás, por que aquela boate funcionava dessa maneira, quem forneceu os alvarás, como foram fornecidos, como era a concessão. Os atores sociais envolvidos são o poder público e os bombeiros. Este caso será um paradigma que vai revolucionar a indústria de entretenimento de multidões. Haverá avanços legislativos, a concessão de alvarás será feita de forma mais rigorosa e a fiscalização será mais criteriosa.
G1 - As pessoas que estão presas serão as únicas a serem responsabilizadas dentro da primeira parte da investigação? Arigony - Não necessariamente. Temos este núcleo bem esclarecido, mas eu não consigo terminar sem a perícia, que vai confirmar aquilo que eu disse. Estivemos no Instituto-Geral de Perícias e, embora não tenhamos um laudo oficial que confirme o que eu disse, temos uma sinalização muito otimista. Pelo que eu vi, está tudo em consonância absoluta com o panorama probatório formado nos autos. Tudo o que dissemos até agora não desborda em nada do que será o objeto da conclusão do inquérito policial. É importante deixar claro que em nenhum momento estamos investigando pessoas. O fato de essas pessoas estarem presas não indica culpa. São prisões por conveniência, por absoluta imprescindibilidade para a investigação. Vamos chegar daqui a um tempo com o fato absolutamente esclarecido. É óbvio que disso responsabilidades virão.
G1 - Em uma possível prorrogação do inquérito, eles podem ser soltos ou será pedida a prisão preventiva? Arigony - Vamos deliberar até sexta-feira. O prazo se escoa no domingo. Vamos usar esta semana que nós temos e na sexta-feira eu e os demais delegados vamos nos reunir para verificar. Se houver necessidade de prisão, vamos lançar mão de outro tipo de prisão provisória. Existem cinco tipos e, se houver necessidade, representaremos por prisão preventiva. Não está descartado, mas não está definido neste momento.
G1 - Os depoimentos dos empresários e dos integrantes da banda são contraditórios, tanto que advogado do Kiko pede que sejam feitas acareações... Arigony - Serão feitas. Os indivíduos que estão presos serão ouvidos novamente, e algumas pessoas que já foram ouvidas o serão novamente, buscando esclarecer os pontos controversos. Inclusive vamos fazer acareações entre eles. Quanto mais avançada estiver a investigação, melhor. Já temos 500 pessoas ouvidas neste inquérito. Quanto mais pessoas eu tiver ouvidas, mais eu tenho o fato esclarecido para possibilitar que eu aproveite melhor este segundo depoimento destes indivíduos, aí sim terei os pontos mais controversos. Por exemplo, no caso do Kiko (Elissandro Spohr, sócio da boate), quem colocou a espuma, porque colocou a espuma, se havia engenheiros...
G1 - Além dos depoimentos, reconstituições e pesquisas, que outros métodos foram utilizados pela polícia para tentar desvendar o caso? Arigony - Estamos oficiando, pedindo documentos a diversos órgãos. Em alguns ofícios, demandamos algumas quebras de sigilo via Justiça. Chegamos a trazer um scanner do Canadá, que reproduziu a boate para montar uma maquete digital. Procuramos sempre alargar o leque, conversar com químicos, engenheiros, com o Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), para nos ajudar a entender isso e formular uma conclusão responsável.
G1 - Quais as principais dificuldades encontradas pelo senhor para concluir o inquérito? Arigony - Esclarecer o fato é fácil, conhecendo a circunstâncias. Difícil é a questão das fiscalizações, se foi fiscalizado ou se foi mal fiscalizado. Também enfrentamos uma pressão muito grande lá no início. Até hoje, mas no início foi absurda. A imprensa tinha repórteres investigando até mais do que nós. Tínhamos 20 investigadores e a imprensa tinha 100 nos trazendo fatos novos. Em um primeiro momento, fomos a reboque de vocês (jornalistas).
Inquérito policial já tem quase 4 mil páginas e número ainda pode dobrar (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
G1 - Esse caso certamente é um dos principais que o senhor já investigou... Arigony - Este caso é o maior inquérito da história da Polícia Civil e espero que seja o maior que a polícia vai ver. O que pode ser maior que a morte de quase 240 pessoas, 500 feridos e todas as repercussões disso?
G1 - Em qual momento você percebeu a relevância do caso? Arigony - Primeiro, ficamos anestesiados com a situação. Perdi a noção de tempo naquela madrugada. Cheguei lá (na boate Kiss) por volta das 5h. Entrei e contei uns 40 corpos, mas não sabia que se avançasse chegaria até o resto do banheiro. Foi horrível. Fizemos um gabinete de gerenciamento de crise e deliberamos por levar os corpos para o Centro Desportivo Municipal (CDM). Ali foram 24 horas trabalhando naquela situação. Quando identificamos o último corpo, levamos ao DML, todos foram descansar. Os 30 atores sociais que estavam lá, como Exército, Brigada Militar, Bombeiros... O trabalho deles tinha terminado e o nosso estava começando. Aí a imprensa caiu aqui. Chegou Al-Jazira, jornalistas chineses, CNN... Esse foi o momento em que deu para parar e pensar que Santa Maria estava no mundo por conta disso.
G1 - Quais as principais particularidades em relação a outros casos? Arigony - É um inquérito que envolve o clamor social de uma cidade inteira. Envolve a dor de uma cidade inteira. Não há um lugar em que você vá que não tenha alguém que não tenha perdido um parente. Às vezes muito próximo, às vezes mais distante. Que perdeu um amigo, um aluno... A cidade inteira está consternada.
G1 - O que mais chocou o senhor nessa investigação? Arigony - Foi o primeiro dia. Foram 230 vítimas naquele local. Lidamos com isso em 24 horas. Tínhamos de levar ao Centro Desportivo Municipal (CDM). Tivemos de organizar e conter os familiares que queriam ver seus filhos vivos, fazer com que eles entrassem de 10 em 10 em um ambiente onde havia 230 mortos, para os pais reconhecerem os filhos. Foi muito difícil.
G1 - Muito material foi recolhido. Há um filtro em relação ao que será apurado? Arigony - Estamos compartimentando isso. Tantos depoimentos são sobre a porta, tantos são sobre o forro, etc. Estamos tentando organizar e compartimentar isso para aproveitar de forma organizada. Estamos compilando estes depoimentos para termos um extrato. Normalmente uma prova testemunhal é frágil, mas neste caso são tantos dizendo a mesma coisa que ela se torna um panorama probatório praticamente indelével, muito firme.
G1 - Você e o Sandro Meinerz estão à frente da investigação, e o Marcos Vianna também participa. Quais as atribuições de vocês? Arigony - O Marcos estava entrando em férias, não estava na cidade. Eu fui acionado, fui ao local e coordenei no primeiro momento. O Sandro estava indo para a Operação Verão, mas ele é o delegado da Defrec (Delegacia Especializada de Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas), a mais importante da cidade. Chamamos todos os delegados e agentes que estavam disponíveis no primeiro dia. Na sequência, precisamos montar uma equipe. Optamos por cancelar a ida do Sandro para a Operação Verão e eu pedi a ele que ele me ajudasse. O Sandro é o braço direito. A delegada Luiza Santos Sousa é responsável pela parte dos depoimentos, que é muito importante, e o delegado Gabriel Zanella, que eu trouxe de Júlio de Castilhos e designei para fazer o inquérito. Ele é o delegado da parte documental, também muito importante. O Marcos Vianna cancelou as férias e está mais na parte de auxílio, de assessoria.
G1 - É possível saber quantas páginas terá este inquérito? Arigony - Temos agora em torno de 4 mil. Não sabemos ainda. Talvez dobre. Quando vierem os prontuários de atendimento dos 500 feridos do hospital, e se cada um mandar 10 páginas, são 5 mil. Temos 13 volumes de 250 páginas no mínimo hoje. São 500 depoimentos e todas estas páginas de inquérito. Os delegados têm trabalhado muito.
Arigony e o também delegado Sandro Meinerz, que ele considera o seu braço direito na investigação (Foto: Felipe Truda/G1)
G1 - Você tem tempo para exercer alguma atividade social? Arigony - Nada, desde que este fato aconteceu. Na primeira semana, nós praticamente não dormimos. Dormíamos três horas por noite. A partir da segunda semana passamos a dormir quatro ou cinco horas. E deste então estamos trabalhando incessantemente. Não digo que estou trabalhando 15 horas por dia, mas a equipe está. A roda segue girando. Tenho minhas delegacias para coordenar, tenho a parte administrativa. É uma região de 21 municípios. Não temos mais vida desde o fato e vamos continuar assim talvez por mais uns 15 ou 30 dias até que pelo menos a parte principal deste inquérito, já incluindo a questão do alvarás, seja terminada.
G1 - Qual sua idade e há quantos anos você trabalha na polícia? Arigony - Tenho 40 anos, quase 14 de polícia. Antes eu trabalhei quase 10 anos no Banco do Brasil. Me formei em Direito na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), fui a Porto Alegre e ingressei na Escola de Magistratura e passei no concurso para delegado.
G1 - Você lembrou os tempos de faculdade durante a investigação? Arigony - Lembrei. Inclusive o próprio delegado Sandro era meu colega de faculdade. Temos uma amizade de muito tempo por isso. Trabalhamos juntos há bastante tempo. Sou professor de Direito Penal na Fadisma (Faculdade de Direito de Santa Maria) e perdi alunos. Agora as aulas recomeçaram e estamos passando por um momento difícil na faculdade.
G1 - Quantos alunos seus morreram? Arigony - Dois. Uma era a Andressa Brissow. Ela era da minha turma e eu tinha uma relação pessoal com ela. Tínhamos um núcleo de alunos com quem tínhamos uma relação mais próxima. A Andressa era uma. Também perdi uma prima, filha de um tio meu. Ele mora em Brasília e ela, aqui com a mãe. Ela estava na boate. Todos perdemos alguém nesta cidade.
G1 - O senhor é casado, tem filhos? Arigony - Eu estou solteiro. Tenho uma namorada. Já tive uma companheira e tenho uma filha de 18 anos. Moramos hoje só eu e ela.
G1 - Como é a relação entre ela e a tragédia? Arigony - Houve um fato importante. Minha filha fez 18 anos na quinta-feira. Ela queria fazer uma festa e nós deliberamos se seria na sexta-feira ou no sábado. Optamos por fazer na sexta. Fizemos um churrasco lá em casa e ela colocou uma lista com os nomes dos amigos para a boate. O Absinto funcionava em uma sexta-feira e a Kiss, no sábado. Como foi sexta-feira, ela colocou a lista no Absinto. Foram 35 na lista dela. No outro dia eles estavam cansados e ninguém foi à Kiss. Se a festa fosse no sábado, teria sido lá depois do churrasco. Minha prima chegou a convidar a Ana Luiza para ir no sábado, mas ela não foi. É interessante a casualidade...
Entenda O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, deixou 239 mortos na madrugada de domingo, dia 27 de janeiro. O fogo teve início durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que fez uso de artefatos pirotécnicos no palco. De acordo com relatos de sobreviventes e testemunhas, e das informações divulgadas até o momento por investigadores: